Gosto quando seus lábios percorrem meu ombro, quando seus toques parecem intermináveis e me arrepiam até a alma. Tenho pra mim que a sensação de dormir no seu abraço é a melhor do mundo. E conto os dias pra te encontrar, eu quando te encontro, é algo que não posso explicar. E sair da sua cama, é algo que eu prefiro desconsiderar das tardes de domingo, é como o princípio do fim. E som do meu coração, martelando minhas costelas é como um relógio que fica tiquetaqueando no meu ouvido. Eu sinto falta do seu corpo no meu, da sua boca na minha, das nossas bagunças e desacordos E me resta descobrir depois de todo esse tempo, se ainda a alguma coisa que possamos descobrir.
Tem espaço pra mim nos seus sonhos?
Permita-se ter devaneios, sonhar acordado, planejar, conhecer, permita-se na busca pelo equilíbrio. A felicidade é feita desses momentos, todos os dias.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Essas coisas bregas que escrevo
É que nao sei se já te disse o quanto gosto do seu perfume, do calor do seu corpo no meu, do seu jeito de descosiderar minhas paranóias. Nao sei se alguma vez te falei como você fica bem de preto, branco ou azul escuro; ou se te contei de que gosto de vigiar seu sono, gosto de dormir em você. É que você é pra mim tudo que me faz desacelerar: um beijo bom, filmes incríveis, cansaço gostoso de que aproveitou a companhia do outro ate nao poder mais. É que você é o que me faz escrever essas coisas bregas num fim de noite de domingo.
Amo você
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
28 de novembro de 2012
Ando meio perdida, sem noção das horas, das coisas.Alta, longe de tudo.
Desatenta, cansada... em estado constante de transe.
Te contei como fui pegar o ônibus de sempre e ainda fiz merda. Imagine o que é ter como companhia meu humor amargurado pela falta de sono.
Ando nervosa, perdendo a cabeça por pouco.
Tenho vontade de chorar sem motivo, uma agonia me invade de tempos em tempos.
Ando confusa a respeito de coisas sobre as quais eu já tinha me decido, começo a questionar se tudo o que eu planejei, vale a pena esse esforço sobre-humano.
Ando insegura, medrosa (mais do que o normal)... me falta confiança a cada passo.
Ando sentindo sua falta com mais frequência.
Quero colo _ seu colo _ pra curar minha carência.
Força pra resistir.
Tempo pra poder reacreditar nos meus próprios sonhos.
Reacreditar nos meus planos.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
02 de novembro de 2012
Riu de lado enquanto sua mão passeava na minha coxa. Parecia não se importar com minhas reclamações, afinal, estávamos em publico... Aproximei minha boca do seu pescoço, perto o suficiente do ouvido para que somente ele pudesse me ouvir: ''Você não era assim.''O filho de uma mãe riu e respondeu: você também não era.
Não que eu esteja reclamando do ponto em que chegamos, porque não estou, mas há pouco mais de três meses atrás todos os toques eram tão...comportados.
Hoje já não há olhar livre de malícia, todos os carinhos vêm sem pudor algum... sem vergonha a se medir. Sem imagens a zelar.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Falta tempo, sobra amor.

Sobra melodia, ainda que faltem as notas.
Falta tocar o céu, sobra vontade.
Sobra seu perfume na minha pele, falta meu cheiro em mim.
Sobra a maldita saudade que machuca o coração.Falta metade de mim, sobra dependência.
Sobra vontade de guardar seu sono.
Sobram os sonhos de momentos nossos.
Falta tempo, sobra amor."Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço..."
E talvez agora eu entenda o que é sentir medo de perder algo tão precioso, tão nosso. Logo agora.
A verdade é que eu sempre soube que não ia ser fácil, mas nunca pensei que fosse ser tão difícil.
Não sei se o texto vai te incomodar, ou algo do tipo, mas o único jeito que eu tenho agora de tirar essa angústia, essa vontade de chorar do meu peito é dar forma à ela. Meus medos fazem isso comigo, me perseguem em sono, e durante o dia me assombram. Acho que prova, além dos ciúmes, que sou humana, certo?
O ponto é: eu não estou desistindo, ou abrindo mão de nós. Nem toda saudade do mundo me faria desistir.
Ainda temos muita coisa pra viver.
"Então me abraça forte, e diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo... Temos nosso próprio tempo..."
Ainda que nosso tempo, todo o tempo do mundo, pareça evaporar.
A verdade é que eu sempre soube que não ia ser fácil, mas nunca pensei que fosse ser tão difícil.
Não sei se o texto vai te incomodar, ou algo do tipo, mas o único jeito que eu tenho agora de tirar essa angústia, essa vontade de chorar do meu peito é dar forma à ela. Meus medos fazem isso comigo, me perseguem em sono, e durante o dia me assombram. Acho que prova, além dos ciúmes, que sou humana, certo?
O ponto é: eu não estou desistindo, ou abrindo mão de nós. Nem toda saudade do mundo me faria desistir.
Ainda temos muita coisa pra viver.
"Então me abraça forte, e diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo... Temos nosso próprio tempo..."
Ainda que nosso tempo, todo o tempo do mundo, pareça evaporar.
domingo, 14 de outubro de 2012
14 de outubro de 2012
Quando o verbo se perde na carne,
Na conversa sussurrada da madrugada,
Nem mesmo em oração, em prece murmurada
A mente se faz compreender:
Quando a carne no verbo se perde,
Os corpos se fundem, os lábios se colam.
E a mente -Ah! A mente!- ou melhor, o ser, transcende a matéria.
Uma paixão de fogo aplacada pelo beijo d'água.
Viciante feito cafeína, independente feito vento.
Uma hipérbole quando tudo for eufemismo.
Um amor escondido no detalhe, nas entrelinhas,
O amor de poetas de outros tempos.
Na conversa sussurrada da madrugada,
Nem mesmo em oração, em prece murmurada
A mente se faz compreender:
Quando a carne no verbo se perde,
Os corpos se fundem, os lábios se colam.
E a mente -Ah! A mente!- ou melhor, o ser, transcende a matéria.
Uma paixão de fogo aplacada pelo beijo d'água.
Viciante feito cafeína, independente feito vento.
Uma hipérbole quando tudo for eufemismo.
Um amor escondido no detalhe, nas entrelinhas,
O amor de poetas de outros tempos.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
De ônibus, Dona Benta e mochileiros.
Terça-feira, oito da manhã, ônibus vazio_uma raridade!_ uma senhorinha simpática, dessas que se parece com a dona Benta do Monteiro Lobato, se sentou do meu lado. Pensei logo cá comigo: vai querer que eu conte a vida toda. Me cumprimentou, perguntou como andava a vida_ até então eu estava certa_ e quando eu perguntei como ia a sua vida, ela olhou longamente pela janela: "não vai como eu gostaria criança." Quando quis saber se era algum problema de saúde que lhe afligia, ela disse que não, eram os males do coração. Um mal específico que perdurou por muitos e muitos anos. Troquei, curiosa, de papel com ela. Chamava-se Dalva, como a cantora do Trio de Ouro do rádio, era viúva, mas o falecido não era o espinho que lhe atormentava a alma.
"Tudo era muito difícil quando era mais nova, hoje ainda é, mas é tão mais fácil pra vocês. Não lembro o nome dele, a memória quando se chega a minha idade, já não é das melhores, mas era um rapaz bonito... os olhos dele se pareciam com os seus, assim brilhantes, curiosos_ até então jamais desconfiei que tinha olhos curiosos_ eu era mais velha que ele, que era um desse mochileiros, entende o tamanho do problema?_ como eu entendia!_ Mesmo assim namoramos por um tempo, naquela época ainda era comum isso de casar virgem, hoje anda fora de moda_ ela iria falar mesmo disso comigo, uma completa estranha?_ o ponto é que não me casei com ele, mas compartilhei ao lado dele, a melhor noite da minha vida!"_ à essa altura eu, apesar de meio constrangida, parecia uma criança ouvindo o mais belo conto de fadas que já existiu.
_ E o que se fez do seu cavaleiro andante?
_ Sumiu, foi desbravar o mundo... Procurar a felicidade debaixo das pedras.
_ E te abandonou?
_ Eu o abandonei menina, abandonei quando me recusei largar minha casa, meu conforto e ir com ele mundo à fora.
_ Por onde ele anda hoje?
_ Hoje não anda mais, me espera do outro lado... Pelo menos foi isso que ele prometeu fazer da última vez que nos vimos. Prometeu que me esperaria pra entrarmos no céu de mãos dadas.
A simplicidade com que ela falou e a espontaneidade me chocaram, momentaneamente, pois tão logo me admirei, voltei ao mundo real_onde senhorinhas simpáticas dificilmente se apaixonariam por mochileiros e se abririam assim para uma desconhecida_ e o próximo ponto era o meu.
"Tudo era muito difícil quando era mais nova, hoje ainda é, mas é tão mais fácil pra vocês. Não lembro o nome dele, a memória quando se chega a minha idade, já não é das melhores, mas era um rapaz bonito... os olhos dele se pareciam com os seus, assim brilhantes, curiosos_ até então jamais desconfiei que tinha olhos curiosos_ eu era mais velha que ele, que era um desse mochileiros, entende o tamanho do problema?_ como eu entendia!_ Mesmo assim namoramos por um tempo, naquela época ainda era comum isso de casar virgem, hoje anda fora de moda_ ela iria falar mesmo disso comigo, uma completa estranha?_ o ponto é que não me casei com ele, mas compartilhei ao lado dele, a melhor noite da minha vida!"_ à essa altura eu, apesar de meio constrangida, parecia uma criança ouvindo o mais belo conto de fadas que já existiu.
_ E o que se fez do seu cavaleiro andante?
_ Sumiu, foi desbravar o mundo... Procurar a felicidade debaixo das pedras.
_ E te abandonou?_ Eu o abandonei menina, abandonei quando me recusei largar minha casa, meu conforto e ir com ele mundo à fora.
_ Por onde ele anda hoje?
_ Hoje não anda mais, me espera do outro lado... Pelo menos foi isso que ele prometeu fazer da última vez que nos vimos. Prometeu que me esperaria pra entrarmos no céu de mãos dadas.
A simplicidade com que ela falou e a espontaneidade me chocaram, momentaneamente, pois tão logo me admirei, voltei ao mundo real_onde senhorinhas simpáticas dificilmente se apaixonariam por mochileiros e se abririam assim para uma desconhecida_ e o próximo ponto era o meu.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
08 de outubro de 2012
"Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior..."
Descobri há pouco tempo o tamanho de mim, quando me fechei pra balanço, reconsiderei a vida, mudei minha visão de tudo. Deus não é mais o diretor desta peça de teatro, da qual jamais saberemos o fim, esperando pra colocar ou tirar atores de cena, e sim a força maior que rege todo o universo.
Eu, você e toda a humanidade somos uma mera poeira, um borrão no tempo, e todos fazemos parte da terra, estamos ligados à ela. Amigos não são aqueles que carrego por perto porque tenho uma dívida com eles: estes são exatamente isso - pessoas com as quais eu tenho dívidas. Amores, todos eles são válidos, mas apenas um me balança e acelera o coração. Eu não sou simplesmente isso que vêem, mas não preciso que outros saibam quem ou o quê eu sou. Esta é a minha verdade, e por minha, é única em todo o cosmos.
"Palavras te limitam", o corpo te limita.
Descobri há pouco tempo o tamanho de mim: bem mais que essa casca efêmera.
Descobri-me do tamanho da minha alma, dos meus medos, ambições e sonhos. Amores, raivas e indignações.
Descobri-me do tamanho da minha alma, dos meus medos, ambições e sonhos. Amores, raivas e indignações.
Descobri-me gigante, caçadora de mim.
Sei.
E o silêncio se fez absoluto fora do seu quarto, então éramos eu e você - sorrisos tímidos, pele arrepiada, dentes, lábios, confusão - numa necessidade louca de matar a saudade, de consumir toda aquela falta acumulada. Dali pra frente, nada ou ninguém importavam mais.
Daí o mundo parou, parou como todas as vezes para quando estou com você.
De alguma forma o tempo correu mais rápido, como se alguém quisesse que a saudade voltasse.
Paradoxos malditos.
Logo o céu e todas as estrelas estavam ao alcance de um toque, o ar do mundo escapava dos pulmões e a vermelhidão tomava conta da pele, a memória se tornou um simples borrão, embaçada a ponto de realidade e lembrança romperem a linha tênue que as separa.
Meu guardião dos sonos, inspiração dos meus textos... tão meu, ainda que não me pertença.
Minha vontade, nesse domingo sem fim de tarde nostálgico, era prolongar a noite, me embalar no teu peito, com as batidas do seu coração como canção de ninar.
"Sabe, quando passa a nuvem brasa
Arde o corpo, sopro do ar que trás essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui (...)
Sei, eu sei."
Daí o mundo parou, parou como todas as vezes para quando estou com você.De alguma forma o tempo correu mais rápido, como se alguém quisesse que a saudade voltasse.
Paradoxos malditos.
Logo o céu e todas as estrelas estavam ao alcance de um toque, o ar do mundo escapava dos pulmões e a vermelhidão tomava conta da pele, a memória se tornou um simples borrão, embaçada a ponto de realidade e lembrança romperem a linha tênue que as separa.
Meu guardião dos sonos, inspiração dos meus textos... tão meu, ainda que não me pertença.
Minha vontade, nesse domingo sem fim de tarde nostálgico, era prolongar a noite, me embalar no teu peito, com as batidas do seu coração como canção de ninar.
"Sabe, quando passa a nuvem brasa
Arde o corpo, sopro do ar que trás essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui (...)
Sei, eu sei."
domingo, 30 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Pode não ser um Adônis, nem mesmo um Apolo, mas por deus_ por todos eles_ é a criatura mais bela de todo universo, porque meus olhos o vêem assim: com aquela expressão de inocência_ puramente falsa, ou seu rosto, coberto por uma falsa indignação, com a qual se veste quando digo que sou ''um anjo'', e ironiza ''deixa todo mundo saber o que o anjinho anda fazendo''.
Não tem nem de longe o charme de Chico _ o que, convenhamos, não é para meros mortais_, ou a mesma facilidade com as palavras, mas ainda sim, tem o dom de me deixar sem elas, de me fazer perder a linha de raciocínio. Não se compara a nenhum Freud, ou tem o quociente intelectual de Einstein, não pisou na lua, não inventou nada que revolucionou a história...
Deu pra entender que ele não é o melhor ser que já existiu na face da terra... Mas mesmo assim.
Não tem nem de longe o charme de Chico _ o que, convenhamos, não é para meros mortais_, ou a mesma facilidade com as palavras, mas ainda sim, tem o dom de me deixar sem elas, de me fazer perder a linha de raciocínio. Não se compara a nenhum Freud, ou tem o quociente intelectual de Einstein, não pisou na lua, não inventou nada que revolucionou a história...
Deu pra entender que ele não é o melhor ser que já existiu na face da terra... Mas mesmo assim.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Once in a while.
Cariño, você chegou quando tudo na minha vida era uma bagunça, um stress completo, e tudo que eu mais queria era descansar, enfiada numa camisa velha, longe de livros e cadernos durante um bom tempo.E as coisas foram mudando... as conspirações do universo se realizaram.
Acho que se fosse possível, escreveria todos os textos do mundo pra tentar dizer o quanto eu te amo_ posso não dizer muito, mas é verdade_ a mais pura e simples delas: amo você. E de uns tempos pra cá descobri que filmes podem parecer muito mais interessantes do que eles realmente são, que seu sorriso me desarma_ mesmo quando tenho vontade de te proporcionar a morte mais lenta e dolorosa da face da terra desde a Inquisição espanhola. E de nada adianta minha vontade de te matar se os motivos que me dá pra sorrir e me apaixonar cada vez mais são maiores: sua postura pra defender seus amigos, o jeito que você se preocupa com sua família, um simples 'como foi seu dia' significa muito.
E os planos de toda uma vida, modificados, simplesmente com a perspectiva de tê-lo como parte deles.
E tem dias que, mergulhada no profundo marasmo da minha vida, me pego lembrando da sensação maravilhosa que é dormir te usando como travesseiro, ouvindo sua respiração enquanto me faz cafuné... Chego a conclusão que a cada filme, resisto menos.
Penso que ainda tenho um certo medo disso tudo: é tão intenso, é tão forte... em tão pouco tempo, mas quanto mais o tempo passa_ e não parece passar_ descubro que arriscar um pouco contra esse medo vale mais a pena.
Você faz valer a pena.
Resistir pra quê?
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Nada, absolutamente nada, vai me apetecer
De agora em diante, só o que me faz bem.
Se Shiva me disse pra ter paciência...
Então, de mente limpa, leve e descarregada, aí sim tocarei minha vida como eu quiser, afinal estarei em paz comigo mesma.
Nada que tu traga vai me apetecer.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Devaneio, desvario, delírio, quimera.
Inspiração é uma daquelas coisas estranhas que chega na metade do texto e dura menos que a xícara de café. Que te faz acordar no meio da madrugada ligando uma palavra a um contexto impensável; que na hora do banho te faz demorar mais que o usual; que quase te faz perder o ônibus (ou te faz descer no ponto errado). E que até agora não passou por aqui pra dizer um 'oi'.
É o que o tal do bicho jornalista deve ter 24/7... e o pobre coitado do escritor de barzinho almeja e lhe falta. Companheira inseparável dos bons mentirosos.
Aí de vez em sempre a gente busca no fundo do baú algo que instigue a massa cinzenta a criar. Vale tudo: lembrar da infância, do desenho animado... até aquele amasso gostoso. Vale até pensar no futuro.
Vale ligar a vontade de criar à alguem!
Ah inspiração...
Sobra em dor de corno, em fim de relacionamento e no happy hour, juntinho da saideira_ naquela filosofia de copo sujo.
E lá vem ela novamente, saltitante, na próxima xícara de café_ pra fazer um louco feliz, clarear seu dia_ apenas pra saber como vão as coisas e depois se escafede, evapora_ tudo escurece_ e só Deus há de saber em que canto do globo se escondeu.
É o que o tal do bicho jornalista deve ter 24/7... e o pobre coitado do escritor de barzinho almeja e lhe falta. Companheira inseparável dos bons mentirosos.Aí de vez em sempre a gente busca no fundo do baú algo que instigue a massa cinzenta a criar. Vale tudo: lembrar da infância, do desenho animado... até aquele amasso gostoso. Vale até pensar no futuro.
Vale ligar a vontade de criar à alguem!
Ah inspiração...
Sobra em dor de corno, em fim de relacionamento e no happy hour, juntinho da saideira_ naquela filosofia de copo sujo.
E lá vem ela novamente, saltitante, na próxima xícara de café_ pra fazer um louco feliz, clarear seu dia_ apenas pra saber como vão as coisas e depois se escafede, evapora_ tudo escurece_ e só Deus há de saber em que canto do globo se escondeu.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Confissão, admissão, reconhecimento.
Sentir ciúmes me torna humana...mas talvez eu não goste deste sentimento específico.
''E daí que a tua mãe passou açúcar em você? Que culpa eu tenho das pobres desavisadas _ sim, desavisadas_ que caíam ''de amores'' pela sua pessoa, cariño?''
Ah como eu detesto essas cenas.
Ah liebe, eu te amo tanto. E a constatação que segue já foi feita há muito tempo: acabamos dependentes um do outro.
Acontece o seguinte, já que não tem jeito, já que a dependência parece ser inevitável, o jeito é não negligenciar a vida que tínhamos. Não sei bem até quando estaremos juntos_ eu peço ao universo toda noite, que seja por muito tempo_ mas e quando não estivermos mais? Eu sei, viver um dia de cada vez.
Você sabe que pra mim, viver um dia de cada vez, sem fazer planos, traçar metas e estabelecer rotas é quase o mesmo que pedir que o Diabo beije a cruz de Cristo, ou que o ser humano pare de respirar.
E essa questão continua martelando na minha cabeça: E se?
Eu não quero, que quando isso acontecer, seus amigos tenham se tornado completos estranhos pra você; que o tempo tenha sido perdido. Logo eu que prezo tanto uma verdadeira amizade.
Vê o que eu quero dizer?
Sim, eu quero ser sua amiga, namorada, companheira...mas não desejo de maneira alguma que delegue mais atenção a mim que à eles, pessoas tão importantes! E que fazem parte da sua vida a muito mais tempo que eu.
Quero que me conte o que lhe incomoda, seus problemas, e se eu puder farei tudo o que puder pra ajudar, de qualquer maneira. Quero que me conte a verdade, sempre: quando eu te chamar para o teatro e você não quiser ir, por exemplo...
E te prometo agora, nessas palavras que comportam esse sentimento estranho que tenho em mim no exato momento, que vou deixar todo e qualquer motivo torpe, qualquer bobeira e insegurança, o mais mínimo do indícios de ciúmes, esquecido onde o tempo se encarregará de apagar.
Todo esse texto, mon còur, é simplesmente uma tentativa de simplificar o turbilhão de coisas na minha cabeça, não me compreenda mal, precisava desabafar, e sei que a coragem me faltaria na hora da fala.
''E daí que a tua mãe passou açúcar em você? Que culpa eu tenho das pobres desavisadas _ sim, desavisadas_ que caíam ''de amores'' pela sua pessoa, cariño?''
Ah como eu detesto essas cenas.
Ah liebe, eu te amo tanto. E a constatação que segue já foi feita há muito tempo: acabamos dependentes um do outro.
Acontece o seguinte, já que não tem jeito, já que a dependência parece ser inevitável, o jeito é não negligenciar a vida que tínhamos. Não sei bem até quando estaremos juntos_ eu peço ao universo toda noite, que seja por muito tempo_ mas e quando não estivermos mais? Eu sei, viver um dia de cada vez.
Você sabe que pra mim, viver um dia de cada vez, sem fazer planos, traçar metas e estabelecer rotas é quase o mesmo que pedir que o Diabo beije a cruz de Cristo, ou que o ser humano pare de respirar.
E essa questão continua martelando na minha cabeça: E se?
Eu não quero, que quando isso acontecer, seus amigos tenham se tornado completos estranhos pra você; que o tempo tenha sido perdido. Logo eu que prezo tanto uma verdadeira amizade.
Vê o que eu quero dizer?
Sim, eu quero ser sua amiga, namorada, companheira...mas não desejo de maneira alguma que delegue mais atenção a mim que à eles, pessoas tão importantes! E que fazem parte da sua vida a muito mais tempo que eu.
Quero que me conte o que lhe incomoda, seus problemas, e se eu puder farei tudo o que puder pra ajudar, de qualquer maneira. Quero que me conte a verdade, sempre: quando eu te chamar para o teatro e você não quiser ir, por exemplo...
E te prometo agora, nessas palavras que comportam esse sentimento estranho que tenho em mim no exato momento, que vou deixar todo e qualquer motivo torpe, qualquer bobeira e insegurança, o mais mínimo do indícios de ciúmes, esquecido onde o tempo se encarregará de apagar.
Todo esse texto, mon còur, é simplesmente uma tentativa de simplificar o turbilhão de coisas na minha cabeça, não me compreenda mal, precisava desabafar, e sei que a coragem me faltaria na hora da fala.
domingo, 12 de agosto de 2012
De estranhos, ilhas e medos.
Ela acordou de mau humor_ noite mal dormida dos infernos_ engoliu o café preto que desceu queimando sua garganta, apanhou as coisas na mesa perto da porta e saiu correndo.Tropeçou até o trabalho, e na hora do almoço, descendo a rua da Bahia cruzou o olhar de um estranho _ estranho de fato, era cruzar seu olhar com o de alguém, todo mundo tão apressado! Ninguém olhava para cima, ou para os rostos alheios._ e pelo resto da tarde, enquanto o zumbido do escritório continuava o mesmo, pensou no estranho.
Não no ser em si, mas a sensação que lhe provocou: num olhar tão breve, sentiu a alma escancarada, para quem quisesse ler todos os seus medos, todas as suas duvidas. Quanto tempo já não olhava dentro dos olhos de alguém e o lia?
Há quanto tempo esperava o ônibus com as mesmas pessoas_ a moça baixinha de terno bem alinhado e saltos, o rapaz de óculos e camiseta com alguma piada interna e o casal apaixonado de namorados_ e não sabia se aquele casal era de fato apaixonado, ou se o rapaz era mais que a fachada de games e HQ's, e qual história aquela moça de salto e nariz empinado tinha pra contar.
Há quanto tempo vivia para si e ia esquecendo do mundo? Quantas outras pessoas também o faziam!
Há quanto tempo tinha se tornado aquela ilha?
E se desaparecesse ali, alguém notaria? Alguém saberia que ela esteve ali, que naquela manhã acordou com o pé esquerdo?
E perdida na maré de duvidas que tomavam conta de si, descobriu que lhe faltava algo em que se segurar, se sentiu pequena.
Correu pra casa, se enfiou nas cobertas e esperou pelo medo passar.
Todos os verbos do mundo
Pra nós todo amor do mundoAmor sem fronteira, sem medida, sem pudor.
Feito verbo em poema de rima livre.
Feito palavra que não se prende no verso e na prosa acaba voando.
Amor inocente, urgente, atemporal.
Feito dia de chuva, filme e cobertor.
Feito café, madrugada e trabalho de escola.
Feito riso de criança no parque.
Feito a mais simples das mais complexas equações.
Amor ecumênico. Em todas as línguas.
Amor que cabe todos os verbos.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
De destino, universo e brisas mornas
"Não era pra ser mas acabou sendo"
Puta merda, consigo pensar em tanta coisa que não era pra ser mas acabou sendo.
Tanta coisa que o universo conspirou à favor.
E o que não era pra ser o vento carregou pra bem longe, pra trilhar um caminho paralelo.
O que eu desejei, em palavras mudas _ inaudíveis_ o cosmo trouxe, como quem atende uma prece silenciosa. Prece que hoje faço por quem se esquece do poder do verbo.
Eu e ele por exemplo: destino, karma, algo escrito nas entrelinhas do contínuo espaço-tempo.
Conspiração do universo.
E tudo que pedi, foi que pelo menos uma vez desse certo.
E o que um dia há de ser, a brisa morna, carregará em sua leveza de encontro a mim.
Carregará equilíbrio e sobriedade _ para que eu faça as escolhas certas._ Virá colorida, cheia de sabores.
E cheia de coisa que não eram pra ser, mas acabaram sendo.
Puta merda, consigo pensar em tanta coisa que não era pra ser mas acabou sendo.
Tanta coisa que o universo conspirou à favor.
E o que não era pra ser o vento carregou pra bem longe, pra trilhar um caminho paralelo.
O que eu desejei, em palavras mudas _ inaudíveis_ o cosmo trouxe, como quem atende uma prece silenciosa. Prece que hoje faço por quem se esquece do poder do verbo.
Eu e ele por exemplo: destino, karma, algo escrito nas entrelinhas do contínuo espaço-tempo.
Conspiração do universo.
E tudo que pedi, foi que pelo menos uma vez desse certo.
E o que um dia há de ser, a brisa morna, carregará em sua leveza de encontro a mim.
Carregará equilíbrio e sobriedade _ para que eu faça as escolhas certas._ Virá colorida, cheia de sabores.
E cheia de coisa que não eram pra ser, mas acabaram sendo.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
De pedidos, promessas e balanços anuais.
Eu também era apegada à tradição das promessas de ano novo: este ano vou emagrecer, este ano vou fazer novos amigos, este ano vou arrumar um namorado. Costumava até me vestir de acordo com meus desejos essenciais (amarelo para dinheiro, preto para sorte e azul para felicidade), mas nem todas as cores do mundo me fizeram mudar de ideia com relação ao réveillon passado.
Acredita que eu fiquei em casa vendo Mamma Mia, enfiada num molenton velho, cantando todas as músicas do Abba, correndo para minhas apostilas no comercial? E talvez por isso_ todas as circustâncias, somadas à tensão de um vestibular eminente_ vi o quão simples era toda a situação. Tive uma das melhores viradas de ano de toda minha vida _ melhor até que as que eu passava numa festa esperando os fogos_ sem champagne, sem som exageradamente alto e de quebra ainda conversei contigo, acho que tava tão bêbado que me soltou um "sua voz é bonita" às duas da madrugada.Um jeito bacana de começar o ano. Eis então os meus pedidos:
Acredita que eu fiquei em casa vendo Mamma Mia, enfiada num molenton velho, cantando todas as músicas do Abba, correndo para minhas apostilas no comercial? E talvez por isso_ todas as circustâncias, somadas à tensão de um vestibular eminente_ vi o quão simples era toda a situação. Tive uma das melhores viradas de ano de toda minha vida _ melhor até que as que eu passava numa festa esperando os fogos_ sem champagne, sem som exageradamente alto e de quebra ainda conversei contigo, acho que tava tão bêbado que me soltou um "sua voz é bonita" às duas da madrugada.Um jeito bacana de começar o ano. Eis então os meus pedidos:
"Em 2012? Quero um 2011 melhorado, sem stress,
sem tanta decepções. Quero novos acertos. Novos erros. Quero meus velhos
amigos, quero novos amigos. Quero mais inspiração, e quem sabe eu ache A
inspiração. Quero sorte, e um pouco de azar. Paciência só um pouquinho.
Tempo? Pode ser. Paz? Tá na lista. Amor?...Vamos ver. Quero novos
valores somados aos antigos. Quero música boa. Quero gente diferente. Quero
novos hábitos, mas sem me separar dos antigos...Quero mais coragem,
menos estupidez, ou melhor, quero-a na medida certa. Quero mais
conhecimento. Novos lugares. Novos ares. Novos prazeres. Novas belezas.
Novos conceitos. Quero novos inícios e novos finais. Quero um estado de
equilíbrio no qual eu possa viver.Desejo à vocês que fizeram e fazem parte do meu 2011 o mesmo para o próximo ano."
Isso foi tudo que meu coração, já vazio de pretensões, tenso e carregando o peso do mundo pediu no fim do ano que passou. E pela primeira vez em muito tempo a única promessa que me fiz foi a de ser feliz, porque sempre que o ano recomeçava, a história se repetia, dessa vez foi diferente: parei de esperar, de criar expectativas e deixei muita gente ir me decepcionando aos poucos, e no meio de tanta chateação você acabou por ser a única pessoa que me fazia rir, e o mais engraçado, sem estar nem ao menos perto de mim.
Agora, um por vez meus desejos _ ''quereres'' se você ainda preferir_ vão se cumprindo, ando mais paciente, com mais tempo, sem o peso do mundo... Mas não esperava por você, minha grata surpresa que o destino reservou _ convenhamos, o universo conspirava e continua a conspirar pela existência de um nós.
E sabe, sou grata por isso, afinal, há muito tempo ninguém me fazia tão bem.
Tanto tempo sem sentir um cansaço bom nos ossos depois de um dia contigo, daqueles cansaços que pedem logo a cama e um longo sono.
Tanto tempo sem ter a mínima noção de quanto um dia pode ser bom.
Pena que nem tudo são rosas_ não me refiro a você, mas aos meus pedidos_ logo eu que zelei tanto pra não decepcionar ninguém, acabei me irritando com companheiros de longa data. Irritação capaz de estragar meu humor e me entristecer quando escrevo. Por isso prefiro deixá-los de lado, tomar sua mão e seguir em frente, junto de quem ainda está comigo...
Então neste balanço de meio de ano completamente sem nexo, declaro que 2012 não foi _ até agora_ um ano perdido.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
De parques, devaneios e certeza de felicidade.
Hoje parei para reparar nas crianças no parque aqui perto de casa.
Pensei primeiro nos meus primos, em como eles se divertiriam ali, rolando na grama e essas coisas e como minhas tias correriam desesperadas gritando ''desce logo daí''.
Depois tive certeza: um dia seria eu, brincando com os meus _quem sabe os nossos_ filhos ali, observando cada mínimo detalhe de perfeição.
Você adora crianças, e quando eu perdesse a paciência com elas, você as colocaria pra dormir, alimentaria o cachorro e esqueceria, naturalmente, do peixe. E então viria pra mim, me seguraria nos braços e diria que eu era uma boa mãe, só estava estressada. Ser só meu.
Cantaria até que os pequenos dormissem, te faria uma massagem pra aliviar o peso do mundo nos seus ombros.
_ Como foi seu dia?_ e eu lhe despejaria uma enxurrada de notícias_ é o preço a se pagar por amar uma jornalista.
Então, eu seria sua.
Quero uma casa grande_ alguma vez te disse isso?_ pra poder ter meu jardim, você a churrasqueira que disputaria com meu pai. Ter um cachorro_ dois quem sabe?_; um quintal com muitas árvores.
Nunca te perguntei, mas gosta de gatos? Eu gosto, são animais independentes, me fazem lembrar de você.
Mas que eles não entrem em casa...só Deus sabe o que faria se eles pensassem em fazer algum mau para os meus livros! O quintal seria grande o bastante pra eles_ os animais, não meus livros, embora eu saiba que talvez seja o lugar mais seguro pra eles, porque te conhecendo, sei que vai querer ateá-los ao fogo quando tiver de ficar com apenas parte da atenção que te dedico.
É engraçado me pegar pensando nisso, logo eu que nem havia cogitado a idéia, tendo devaneios sobre construir uma família...
Se importa se tivermos aquelas fotos bregas espalhadas pela sala? Aquelas com imagens das últimas férias na casa dos meus pais?
E num final de domingo, depois de ver o jogo na TV, eu me sentaria nos degraus da varanda, com uma xícara de café na mão, só pra te ver brincar com as crianças no jardim, pensando no pai maravilhoso que você seria.
E teria certeza da felicidade.
Pensei primeiro nos meus primos, em como eles se divertiriam ali, rolando na grama e essas coisas e como minhas tias correriam desesperadas gritando ''desce logo daí''.
Depois tive certeza: um dia seria eu, brincando com os meus _quem sabe os nossos_ filhos ali, observando cada mínimo detalhe de perfeição.
Você adora crianças, e quando eu perdesse a paciência com elas, você as colocaria pra dormir, alimentaria o cachorro e esqueceria, naturalmente, do peixe. E então viria pra mim, Cantaria até que os pequenos dormissem, te faria uma massagem pra aliviar o peso do mundo nos seus ombros.
_ Como foi seu dia?_ e eu lhe despejaria uma enxurrada de notícias_ é o preço a se pagar por amar uma jornalista.
Então, eu seria sua.
Quero uma casa grande_ alguma vez te disse isso?_ pra poder ter meu jardim, você a churrasqueira que disputaria com meu pai. Ter um cachorro_ dois quem sabe?_; um quintal com muitas árvores.
Nunca te perguntei, mas gosta de gatos? Eu gosto, são animais independentes, me fazem lembrar de você.
Mas que eles não entrem em casa...só Deus sabe o que faria se eles pensassem em fazer algum mau para os meus livros! O quintal seria grande o bastante pra eles_ os animais, não meus livros, embora eu saiba que talvez seja o lugar mais seguro pra eles, porque te conhecendo, sei que vai querer ateá-los ao fogo quando tiver de ficar com apenas parte da atenção que te dedico.
É engraçado me pegar pensando nisso, logo eu que nem havia cogitado a idéia, tendo devaneios sobre construir uma família...
Se importa se tivermos aquelas fotos bregas espalhadas pela sala? Aquelas com imagens das últimas férias na casa dos meus pais?
E num final de domingo, depois de ver o jogo na TV, eu me sentaria nos degraus da varanda, com uma xícara de café na mão, só pra te ver brincar com as crianças no jardim, pensando no pai maravilhoso que você seria.
E teria certeza da felicidade.
domingo, 15 de julho de 2012
15 de julho de 2012
Meu egoísmo não permite que eu partilhe o que está minha mente no exato momento. Nem ao menos sei ao certo o que se passa, afinal a confusão é tão grande que me sinto tonta _ estaria eu, embriagada pelo seu beijo?_ o coração bate tão forte contra minhas pobres costelas que o som que faz me perturba o sono. Minhas pálpebras estão resistentes, não querem se abrir, pra que eu possa perceber que não passou de um sonho_ será mesmo?_ e isso é apenas parte do turbilhão que confunde, desordena.
Auto-controle?...Puf, inexistente.
Descubro-me ser humano.
Que sente ciúmes_ E tão logo perco o controle sobre o pequeno monstro verde de pintinhas roxas: me afasto. Congelo e volto ao normal._ Aperto no peito...desejo.
Ainda capaz de sorrir a cada palhaçada.
Corar a cada eu te amo.
De segredar amor na letra das músicas que a gente adora.
Desfazer planos, pelos quais eu não pensaria duas vezes para cumprir, de um futuro minimamente calculado.
E sabe, é isso o que mais me assusta: porque eu te amo, mas não quero me viciar mais em você, me tornar dependente _você sabe o quanto eu odeio esse tipo de gente_ eu não quero mudar minha vida em função da sua. Mas talvez seja tarde demais para não querer.
Eu desejo que você esteja do meu lado quando eu estiver rodando o mundo. Te quero pertinho quando as estrelas se apagarem.
Faremos assim: você pega a sua vida, mistura com a minha e a gente vê onde dá...Topa?
Auto-controle?...Puf, inexistente.Descubro-me ser humano.
Que sente ciúmes_ E tão logo perco o controle sobre o pequeno monstro verde de pintinhas roxas: me afasto. Congelo e volto ao normal._ Aperto no peito...desejo.
Ainda capaz de sorrir a cada palhaçada.
Corar a cada eu te amo.
De segredar amor na letra das músicas que a gente adora.
Desfazer planos, pelos quais eu não pensaria duas vezes para cumprir, de um futuro minimamente calculado.
E sabe, é isso o que mais me assusta: porque eu te amo, mas não quero me viciar mais em você, me tornar dependente _você sabe o quanto eu odeio esse tipo de gente_ eu não quero mudar minha vida em função da sua. Mas talvez seja tarde demais para não querer.
Eu desejo que você esteja do meu lado quando eu estiver rodando o mundo. Te quero pertinho quando as estrelas se apagarem.
Faremos assim: você pega a sua vida, mistura com a minha e a gente vê onde dá...Topa?
sábado, 14 de julho de 2012
As vezes é engraçado com a gente se identifica com uma pessoa do outro lado da tela, sei lá, se abre conta coisas que nem seus melhores amigos sabem...é incrível com essa pessoa compartilha coisas com você, o jeito que ela te faz sorrir feito boba depois de uma brincadeira para descontrair a conversa.
Mais engraçado _ engraçado por falta de adjetivos que contornem a ironia _ ainda é o curso que a vida toma: é tanta gente conhecida que se torna estranha quando mesmo se espera. É tanto amigo indo pra longe. Tanta mágoa.
É tanta dor que o conforto está ali, naquela tela, emitindo luz, nos olhos de um desconhecido, imoveis numa foto_ onde não há amargura ou arrependimento, não há nada_ vazios. E toda a agonia se esvai aos poucos.
E cada comentário desnecessário se torna um problema, o silencio se transforma num abismo.
E a dor de perder alguém que conheceu sentí-lo morrer, talvez se equipare a dor de quem perde alguém de verdade.
"Queria falar com você por um minuto."
"Não posso, não tenho tempo, nos falamos depois."
Depois, quando? Amanhã? Semana que vem? No próximo mês? Daqui a um ano?
Nunca mais.
Mais engraçado _ engraçado por falta de adjetivos que contornem a ironia _ ainda é o curso que a vida toma: é tanta gente conhecida que se torna estranha quando mesmo se espera. É tanto amigo indo pra longe. Tanta mágoa.É tanta dor que o conforto está ali, naquela tela, emitindo luz, nos olhos de um desconhecido, imoveis numa foto_ onde não há amargura ou arrependimento, não há nada_ vazios. E toda a agonia se esvai aos poucos.
E cada comentário desnecessário se torna um problema, o silencio se transforma num abismo.
E a dor de perder alguém que conheceu sentí-lo morrer, talvez se equipare a dor de quem perde alguém de verdade.
"Queria falar com você por um minuto."
"Não posso, não tenho tempo, nos falamos depois."
Depois, quando? Amanhã? Semana que vem? No próximo mês? Daqui a um ano?
Nunca mais.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Vida que segue
"Mas você vai se olhar no espelho, quando for chegada a hora, vai mudar o cabelo, seu look inteiro e dizer que agora é vida que segue!"
Talvez hajam mais coisas a serem mudadas: mais do que o cabelo, mais do que as roupas. Mais que ares.
Tá na hora de mudar tudo!
O mundo tá tão cheio de novos olhares, por que não se arriscar a vê-los?
O melhor amigo que de tão distante parece preso num precipício no meio de Mordor, merece sempre outra chance, mesmo se preciso ignorar 1000 palavras de cada 10 que ele fala.
Os sonhos abandonados no fundo do armário, merecem ser reconsiderados.
O amor que ninguém esperava batendo a sua porta e gritando em plenos pulmões ''abre, me deixa entrar''.
A inspiração no meio da noite que começa como um formigamento na ponta dos dedos? A vontade louca de dançar aquela música que adora? Ceda à essas vontades. Cá entre nós, não custa nada, e podem lhe render boas lembranças.
É hora de relembrar velhos valores. De não esquecer que pessoas são exatamente isso: pessoas.
É tempo de tocar a vida!
Tocá-la em todos os sentidos: provar seu gosto na boca do outro, seu aroma na brisa que atrapalha seu cabelo naquele fim de tarde nostálgico, sentí-la até mesmo na menor partícula de poeira.
Rir até que apareçam rugas no canto dos olhos.
A palavra de ordem é sentir, como a muito tempo não se faz _ amor pouco não devia existir!_
É tempo de se perder na imensidão do céu numa noite estrelada _ e aceitar sua diminuta existência neste universo_ se molhar na chuva, feito criança a brincar e se sentir vivo!
Porque é hora de mudar o que se pensa, como se pensa.
É hora de mudar o mundo! Uma palavra por vez.
Talvez hajam mais coisas a serem mudadas: mais do que o cabelo, mais do que as roupas. Mais que ares.Tá na hora de mudar tudo!
O mundo tá tão cheio de novos olhares, por que não se arriscar a vê-los?
O melhor amigo que de tão distante parece preso num precipício no meio de Mordor, merece sempre outra chance, mesmo se preciso ignorar 1000 palavras de cada 10 que ele fala.
Os sonhos abandonados no fundo do armário, merecem ser reconsiderados.
O amor que ninguém esperava batendo a sua porta e gritando em plenos pulmões ''abre, me deixa entrar''.
A inspiração no meio da noite que começa como um formigamento na ponta dos dedos? A vontade louca de dançar aquela música que adora? Ceda à essas vontades. Cá entre nós, não custa nada, e podem lhe render boas lembranças.
É hora de relembrar velhos valores. De não esquecer que pessoas são exatamente isso: pessoas.
É tempo de tocar a vida!
Tocá-la em todos os sentidos: provar seu gosto na boca do outro, seu aroma na brisa que atrapalha seu cabelo naquele fim de tarde nostálgico, sentí-la até mesmo na menor partícula de poeira.
Rir até que apareçam rugas no canto dos olhos.
A palavra de ordem é sentir, como a muito tempo não se faz _ amor pouco não devia existir!_
É tempo de se perder na imensidão do céu numa noite estrelada _ e aceitar sua diminuta existência neste universo_ se molhar na chuva, feito criança a brincar e se sentir vivo!
Porque é hora de mudar o que se pensa, como se pensa.
É hora de mudar o mundo! Uma palavra por vez.
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