segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sei.

E o silêncio se fez absoluto fora do seu quarto, então éramos eu e você - sorrisos tímidos, pele arrepiada, dentes, lábios, confusão -  numa necessidade louca de matar a saudade, de consumir toda aquela falta acumulada. Dali pra frente, nada ou ninguém importavam mais.
Daí o mundo parou, parou como todas as vezes para quando estou com você.
De alguma forma o tempo correu mais rápido, como se alguém quisesse que a saudade voltasse.
Paradoxos malditos.
Logo o céu e todas as estrelas estavam ao alcance de um toque, o ar do mundo escapava dos pulmões e a vermelhidão tomava conta da pele, a memória se tornou um simples borrão, embaçada a ponto de realidade e lembrança romperem a linha tênue que as separa.
Meu guardião dos sonos, inspiração dos meus textos... tão meu, ainda que não me pertença.
Minha vontade, nesse domingo sem fim de tarde nostálgico, era prolongar a noite, me embalar no teu peito, com as batidas do seu coração como canção de ninar.


"Sabe, quando passa a nuvem brasa 

Arde o corpo, sopro do ar que trás essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui 
(...)
Sei, eu sei."

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