Pensei primeiro nos meus primos, em como eles se divertiriam ali, rolando na grama e essas coisas e como minhas tias correriam desesperadas gritando ''desce logo daí''.
Depois tive certeza: um dia seria eu, brincando com os meus _quem sabe os nossos_ filhos ali, observando cada mínimo detalhe de perfeição.
Você adora crianças, e quando eu perdesse a paciência com elas, você as colocaria pra dormir, alimentaria o cachorro e esqueceria, naturalmente, do peixe. E então viria pra mim, Cantaria até que os pequenos dormissem, te faria uma massagem pra aliviar o peso do mundo nos seus ombros.
_ Como foi seu dia?_ e eu lhe despejaria uma enxurrada de notícias_ é o preço a se pagar por amar uma jornalista.
Então, eu seria sua.
Quero uma casa grande_ alguma vez te disse isso?_ pra poder ter meu jardim, você a churrasqueira que disputaria com meu pai. Ter um cachorro_ dois quem sabe?_; um quintal com muitas árvores.
Nunca te perguntei, mas gosta de gatos? Eu gosto, são animais independentes, me fazem lembrar de você.
Mas que eles não entrem em casa...só Deus sabe o que faria se eles pensassem em fazer algum mau para os meus livros! O quintal seria grande o bastante pra eles_ os animais, não meus livros, embora eu saiba que talvez seja o lugar mais seguro pra eles, porque te conhecendo, sei que vai querer ateá-los ao fogo quando tiver de ficar com apenas parte da atenção que te dedico.
É engraçado me pegar pensando nisso, logo eu que nem havia cogitado a idéia, tendo devaneios sobre construir uma família...
Se importa se tivermos aquelas fotos bregas espalhadas pela sala? Aquelas com imagens das últimas férias na casa dos meus pais?
E num final de domingo, depois de ver o jogo na TV, eu me sentaria nos degraus da varanda, com uma xícara de café na mão, só pra te ver brincar com as crianças no jardim, pensando no pai maravilhoso que você seria.
E teria certeza da felicidade.
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