quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Devaneio, desvario, delírio, quimera.

Inspiração é uma daquelas coisas estranhas que chega na metade do texto e dura menos que a xícara de café. Que te faz acordar no meio da madrugada ligando uma palavra a um contexto impensável; que na hora do banho te faz demorar mais que o usual; que quase te faz perder o ônibus (ou te faz descer no ponto errado). E que até agora não passou por aqui pra dizer um 'oi'.
É o que o tal do bicho jornalista deve ter 24/7... e o pobre coitado do escritor de barzinho almeja e lhe falta. Companheira inseparável dos bons mentirosos.
Aí de vez em sempre a gente busca no fundo do baú algo que instigue a massa cinzenta a criar. Vale tudo: lembrar da infância, do desenho animado... até aquele amasso gostoso. Vale até pensar no futuro.
Vale ligar a vontade de criar à alguem!
Ah inspiração...
Sobra em dor de corno, em fim de relacionamento e no happy hour, juntinho da saideira_ naquela filosofia de copo sujo. 
E lá vem ela novamente, saltitante, na próxima xícara de café_ pra fazer um louco feliz, clarear seu dia_ apenas pra saber como vão as coisas e depois se escafede, evapora_ tudo escurece_ e só Deus há de saber em que canto do globo se escondeu.

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