sábado, 9 de julho de 2011


Gostaria de poder dizer que tudo que eu preciso agora é o colo da minha mãe, 
ou um abraço da minha melhor amiga;
ou que estou carente precisando de um beijo seu.
Mas por hora me contento com um simples "você está bem?", pois cansei de fingir que estou bem quando não estou.
Um arquiteto que possa me reconstruir por dentro e transformar-me numa muralha.
Talvez um engenheiro ou um matemático, alguém que lide com os números por mim, preciso regular meus batimentos, e recalcular minhas rotas.
Se possível uma memória curta, pra que dores do passado não me tirem o sono.
E por favor, um analgésico, embalado pra viagem, para sarar as feridas do meu coração.
Some, na categoria de desejo quase fisiológico, alguém que não precise de palavras para me entender, que apenas olhe nos meus olhos e diga "estou aqui por você".

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Escolho meus amigos não pela pele



Escolho meus amigos não pela pele  ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam 
os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que 
não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, 
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice! 
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde

Leia de cima para baixo e de baixo para cima



Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais…
Muitos atrubuem esse texto a Clarice Lispector, desconheço o verdadeiro autor.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O que fazem os vagalumes de dia - Luiz Fernando Veríssimo.



    " - Pa-ô-la (desde o começo ele a chamara assim, como se o nome dela fosse espanhol), este nosso caso... 
    - Que caso?
    - Nós não estamos tendo um caso?
    - Que idéia, Dan!
    Ele se chamava Daniel.
    - Se nós não estamos tendo um caso, estamos tendo exatamente o quê?
    - Sei lá, mas caso não é.
    - Pa-ô-la...
    - Caso é assim uma coisa clandestina. Adultério. Precisa ser casado.
    - Acho que quando tem sexo no meio, é caso. Independente do estado civil.
    - Que idéia! Nada disso. O que nós estamos tendo é um namoro.
    - Não. Namoro eu conheço. Não é namoro.
    - Então é amizade. Só porque a gente dorme junto não pode ser amizade?
    - Pa-ô-la. Há sete meses nós só dormimos um com o outro. Nos vemos todos os dias. Andamos abraçados na rua.
    - Então. Uma boa amizade.
    - Comemos sorvete de casquinha com a mesma colher, Pa-ô-la.
    - E daí?
    - Em certas sociedades primitivas, comer sorvete de casquinha com a mesma colher vale mais do que pacto de sangue.
    - Não vem.
    - E o que você diz quando você está tendo um...
    - Eu sei o que eu digo!
    - “Dan, Danzinho, amor, vida, paixão.”
    - É a emoção, ora. Nessas horas a gente diz qualquer coisa. Uma amiga minha grita o nome de todos os apóstolos. E você, que quando me vê só falta chorar? Mesmo que a gente tenha dormido junto na noite anterior. Oito horas sem me ver e faz um escândalo.
    - Mas eu estou tendo um caso com você. Um caso muito bonito. Pena que você não esteja participando dele.
    - Não vem, Dan.
    - Não. Tudo bem. Somos apenas bons amigos. Onde está escrito “Dan, Danzinho, amor, vida, paixão”, leia-se “Ai que bom”.
    - Está certo. Não é amizade. Mas não é caso.
    - Romance.
    - Também não.
    - Um espasmo. Um descontrole hormonal.
    - Pára.
    - Uma história.
    - Isso. Uma história. Está rolando uma história entre nós.
    - Que tipo de história?
    - Como, que tipo?
    - Cômica, séria, trágica... Acaba como?
    - E eu sei?
    - Só pra minha orientação.
    - Por que isto, de repente? Por que esta preocupação? Estamos tendo um ca... uma história legal, sem grilo...
    - Mas nós não sabemos o que é. Você não tem necessidade de saber o que está acontecendo com você?
    - Pra quê? Deixa acontecer.
    - Imagina se esta história acaba num crime. Tudo que está acontecendo agora ganha outro significado. Nós podemos estar vivendo o prólogo de uma tragédia sem saber. Se a gente soubesse o que é, e como acaba...
    - Ah, é? Se eu soubesse que você ia me matar no fim, sabe o que eu fazia? Matava você agora. Rá, rá. Mudava o fim.
    - Exatamente! Nós precisamos saber o que está nos acontecendo para agir conscientemente, para aproveitar melhor a história e até mudá-la.
    - E, mesmo, você é incapaz de matar uma mosca.
    - Mas você não me viu com mosquitos.
    - Quer saber de uma coisa?
    - Uma vez, quando eu era guri, desmembrei uma formiga. Você não me conhece.
    - Me ouve.
    - E se esta história acaba em casamento? Filhos, essas coisas. Hein? E se acaba em almoços de Domingo e planos de saúde? Nós precisamos saber no que estamos nos metendo!
    - Sabe que eu acho que vou mesmo matar você? Assim você fica sabendo o fim e pára de chatear.
    - Pa-ô-la...
    - Taí. É um conto.
    - Um conto?!
    - Daqueles que começa no meio de um diálogo, não acontece nada e termina no ar. Ninguém fica sabendo o que vai acontecer depois.
    - Não faz isso comigo, Pa-ô-la.
    - Com um título que não tem nada a ver com nada.
    - Um conto, Pa-ô-la? Isto é só um conto? Um naco de história? Um diálogo perdido? Um..."

quinta-feira, 9 de junho de 2011

" O dia dos namorados, é apenas uma data capitalista, que visa o lucro, um dia medíocre, mercantilista e não vale a pena se comemorado", essa é a ladainha que eu venho repetindo incessantemente durante todo o dia.
O problema, talvez, e somente, talvez, não seja não ganhar presentes, mas me esforçar para sair de casa, me arrastar para fora da cama, minha zona de conforto, até que depois de uma caminhada lenta e torturante, te ver abraçado com algum protótipo de ser humano.
Ainda sim, ver-te contente, me deixa um pouco mais tranquila...pelo menos um de nós seguiu adiante...era o que eu pensava, entretanto, você se aproxima calmamente, se senta do meu lado na mesa e fica quieto, mesmo com os olhos fechados sei que está olhando pra mim, afinal, velhos hábitos, nunca mudam.
_ Oi , como está?
_ Bem, levando a vida um dia de cada vez. E você?
_ Também.
Nos seus lábios, um sorriso de lembrança brinca, sei que está se lembrando de como eu te odiava. E como isso era reciproco.
Talvez seja um ataque de nostalgia, por conta do fatídico dia ou coisa parecida, mas dentro de mim um sentimento repentino crescia, saudades, mas que de uma forma boa, me faziam bem.
Seus olhos analisam os meus como fizeram a um tempo atrás, então é em meus lábios que surge um novo sorriso.
_ O que foi?
_ Nada não.
_ Fala, ninguém sorri assim por nada.
_ Só tava lembrando de quando a gente costumava sair...como a gente brigava, e no meio da noite eu tinha que ver quem no quinto dos infernos tava cantando Leoni debaixo da minha janela.
Rimos uma risada gostosa, com gosto de passado...sua mão encobre a minha.
_ Sinto sua falta.
Bastam três palavras suas e adeus auto controle.
_ Eu também. Nós éramos tão estranhos juntos.
_ Mas fazia parte...queria que fossemos estranhos novamente...ser normal têm sido tão sem graça.

domingo, 29 de maio de 2011

 Tô cansada de todos ficarem me dizendo que eu não vou conseguir...
Quero só ver seus rostos quando eu abrir a porta e seguir meu caminho, 
e quando retornar, de cabeça erguida, 
Lhes dizer, "Eu consegui, porque acreditei em mim", 
e agradecer, pois se não fosse pelo 'não acreditar', eu me tornaria alguém sem objetivos e metas...
Justamente como eles.

sábado, 9 de abril de 2011

Meu futuro se estende a minha frente como um tapete vermelho, convidativo, desconhecido, assustador...
Eu tenho medo de não estar fazendo as escolhas certas, de não ousar ser quem eu sou...
Eu não sei o que eu sou.
Sei o que não sou.
Sei o que não quero ser: não quero ser mais um.
Uma vírgula no texto que escrevo pra minha vida.
Quero reger a ciranda da minha vida, mas eu não tenho poder para isso.
Ou tenho e tenho medo de ousar tomar o controle?

quinta-feira, 7 de abril de 2011


Acordei hoje de manha num jeito 'estou cruel, frenética e exigente', ranzinza, como quem precisa de uma bela massagem nas costas acompanhada de um bom vinho tinto, um Borgonha, por que não?
Minhas ideias corriam rapidas, escorrendo por entre as pedras da cachoeira que se forma em meu pensamento.
Meus olhos estavam doloridos com a luz que teimava em me atormentar, e eu pedia que o mundo acabasse em barranco para que pelo menos na hora da morte eu pudesse repousar, ao som de uma boa musica dedilhada no violão.
No final do dia, eu encontrei com uns amigos no barzinho da facu, tomaei meu sol artificial (minha aspirina) e encontrei contigo na portaria do apartamento eu sabia exatamente onde a noite terminaria: meu apartamento iluminado por velas, afinal esqueci de pagar a conta de novo, nós sentados na sala olhando um pro outro naquele silencio cúmplice, onde só a gente se entende.
Você abre o tão sonhado e desejado vinho e o mundo sai de cima dos meus ombros...
Pois é, hoje eu acordei cruel, frenética, exigente e ranzinza...

Me pergunto se...

É incrível a maneira como me pego pensando se estou realmente no caminho certo...
Se eu não deveria parar de sorrir tanto,
Se eu já não quero os mesmo amigos.
Na realidade, quem são meus amigos?
Por que me sinto o patinho feio.
Mais estranho ainda é o meu desejo de ter a respostas pra todas essas perguntas.
Minha incrível capacidade de ser egoísta ao extremo,
De me confundir, de pensar que estou certa.
Será que eu não deveria simplesmente parar um dia e dizer ao cara da rua da farmácia que eu gosto de passar em frente a casa dele só pra ver o jeito como ele me acompanha com o olhar?
Mais ainda, que eu adoro o perfume dele, que senti uma unica vez na vida quando passou do meu lado e sorriu?
Que eu adoro aquele sorriso e a voz rouca dedilhando o violão na varanda num dia de chuva enquanto eu passava por ali como mais uma personagem de um romance barato caminhando na rua?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Keep holding on...

Será que estou no caminho certo e não apenas perdida na minha ilusão?
Eu errei no meio do caminho, muito, não me arrependo.
Continuei, tentei, melhorei, evolui.
Cair não machuca, caia, lavente-se, suspere-se.
Não tenha medo de errar...mas não esqueça seus erros, para não cometê-los novamente.
Chore o quanto quiser, lágrimas limpam a alma.
Eu te amo é profundo de mais para ser banal, não o desperdice.
Guarde sempre um canto na memoria para seus amigos, com eles até o minimo detalhe se torna a mais bela experiencia;
Não os esqueça jamais, são a família que escolheu pra você.
Dance, sozinho ou na frente de todos...
Cante, mesmo que não soe bem...
Sonhe, é de sonhos que se alimenta a vida
Sorria...
Acima de tudo espalhe alegria...
Não há nada mais nobre do que fazer a felicidade de alguém um motivo para sorrir...
Seja feliz e não se importe se falam de você...
É simplesmente porque desejam sua felicidade...
És perfeito do jeito que és, não mude porque não agrada alguém...
Simplesmente viva!


Mais uma vez by Rosas de Saron

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

I never believe

Nunca acreditei em almas gêmeas ou feitos um para o outro...
Nasci com uma alma completa, nunca arrancaram um pedaço dela
Nunca precisei de ninguém... e continuo sobrevivendo como sempre fiz...
Por que, diabos, é difícil pra você superar isso?
Estou tão bem quanto estive antes de você...
Sinto muito se não acreditamos nas mesmas coisas...
Se não lhe dei outra chance, errar é humano, mas insistir no erro é burrice.
Cresça, evolua...amadureça.
O mundo não irá conspirar à seu favor.
Aprenda com o que vivemos;
Não diga que sou fria, ou calculista, é bem verdade que os sou, e não ponha isso como algo ruim.
Não persista em causas perdidas...
Acorda...o mundo não é um conto de fadas da Disney, e você não é um príncipe encantado.