" O dia dos namorados, é apenas uma data capitalista, que visa o lucro, um dia medíocre, mercantilista e não vale a pena se comemorado", essa é a ladainha que eu venho repetindo incessantemente durante todo o dia.
O problema, talvez, e somente, talvez, não seja não ganhar presentes, mas me esforçar para sair de casa, me arrastar para fora da cama, minha zona de conforto, até que depois de uma caminhada lenta e torturante, te ver abraçado com algum protótipo de ser humano.
Ainda sim, ver-te contente, me deixa um pouco mais tranquila...pelo menos um de nós seguiu adiante...era o que eu pensava, entretanto, você se aproxima calmamente, se senta do meu lado na mesa e fica quieto, mesmo com os olhos fechados sei que está olhando pra mim, afinal, velhos hábitos, nunca mudam.
_ Oi , como está?
_ Bem, levando a vida um dia de cada vez. E você?
_ Também.
Nos seus lábios, um sorriso de lembrança brinca, sei que está se lembrando de como eu te odiava. E como isso era reciproco.
Talvez seja um ataque de nostalgia, por conta do fatídico dia ou coisa parecida, mas dentro de mim um sentimento repentino crescia, saudades, mas que de uma forma boa, me faziam bem.
Seus olhos analisam os meus como fizeram a um tempo atrás, então é em meus lábios que surge um novo sorriso.
_ O que foi?
_ Nada não.
_ Fala, ninguém sorri assim por nada.
_ Só tava lembrando de quando a gente costumava sair...como a gente brigava, e no meio da noite eu tinha que ver quem no quinto dos infernos tava cantando Leoni debaixo da minha janela.
Rimos uma risada gostosa, com gosto de passado...sua mão encobre a minha.
_ Sinto sua falta.
Bastam três palavras suas e adeus auto controle.
_ Eu também. Nós éramos tão estranhos juntos.
_ Mas fazia parte...queria que fossemos estranhos novamente...ser normal têm sido tão sem graça.

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