quinta-feira, 7 de abril de 2011


Acordei hoje de manha num jeito 'estou cruel, frenética e exigente', ranzinza, como quem precisa de uma bela massagem nas costas acompanhada de um bom vinho tinto, um Borgonha, por que não?
Minhas ideias corriam rapidas, escorrendo por entre as pedras da cachoeira que se forma em meu pensamento.
Meus olhos estavam doloridos com a luz que teimava em me atormentar, e eu pedia que o mundo acabasse em barranco para que pelo menos na hora da morte eu pudesse repousar, ao som de uma boa musica dedilhada no violão.
No final do dia, eu encontrei com uns amigos no barzinho da facu, tomaei meu sol artificial (minha aspirina) e encontrei contigo na portaria do apartamento eu sabia exatamente onde a noite terminaria: meu apartamento iluminado por velas, afinal esqueci de pagar a conta de novo, nós sentados na sala olhando um pro outro naquele silencio cúmplice, onde só a gente se entende.
Você abre o tão sonhado e desejado vinho e o mundo sai de cima dos meus ombros...
Pois é, hoje eu acordei cruel, frenética, exigente e ranzinza...

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