terça-feira, 28 de agosto de 2012

Nada, absolutamente nada, vai me apetecer


É hora de fechar a mente pra balanço, tô deixando assuntos inacabados com seus respectivos pontos finais, guardando mágoas e desentendimentos em caixas de papelão pra serem queimadas e levadas pra longe pelo vento, escrevo uma lista do quero não quero mais e prego na parede como um lembrete permanente... As boas lembranças, essas eu deixarei em relicários.
De agora em diante, só o que me faz bem.
Se Shiva me disse pra ter paciência...
Então, de mente limpa, leve e descarregada, aí sim tocarei minha vida como eu quiser, afinal estarei em paz comigo mesma.
Nada que tu traga vai me apetecer.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Devaneio, desvario, delírio, quimera.

Inspiração é uma daquelas coisas estranhas que chega na metade do texto e dura menos que a xícara de café. Que te faz acordar no meio da madrugada ligando uma palavra a um contexto impensável; que na hora do banho te faz demorar mais que o usual; que quase te faz perder o ônibus (ou te faz descer no ponto errado). E que até agora não passou por aqui pra dizer um 'oi'.
É o que o tal do bicho jornalista deve ter 24/7... e o pobre coitado do escritor de barzinho almeja e lhe falta. Companheira inseparável dos bons mentirosos.
Aí de vez em sempre a gente busca no fundo do baú algo que instigue a massa cinzenta a criar. Vale tudo: lembrar da infância, do desenho animado... até aquele amasso gostoso. Vale até pensar no futuro.
Vale ligar a vontade de criar à alguem!
Ah inspiração...
Sobra em dor de corno, em fim de relacionamento e no happy hour, juntinho da saideira_ naquela filosofia de copo sujo. 
E lá vem ela novamente, saltitante, na próxima xícara de café_ pra fazer um louco feliz, clarear seu dia_ apenas pra saber como vão as coisas e depois se escafede, evapora_ tudo escurece_ e só Deus há de saber em que canto do globo se escondeu.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Confissão, admissão, reconhecimento.

Sentir ciúmes me torna humana...mas talvez eu não goste deste sentimento específico.
''E daí que a tua mãe passou açúcar em você? Que culpa eu tenho das pobres desavisadas _ sim, desavisadas_ que caíam ''de amores'' pela sua pessoa, cariño?''
Ah como eu detesto essas cenas.
Ah liebe, eu te amo tanto. E a constatação que segue já foi feita há muito tempo: acabamos dependentes um do outro.
Acontece o seguinte, já que não tem jeito, já que a dependência parece ser inevitável, o jeito é não negligenciar a vida que tínhamos. Não sei bem até quando estaremos juntos_ eu peço ao universo toda noite, que seja por muito tempo_ mas e quando não estivermos mais? Eu sei, viver um dia de cada vez.
Você sabe que pra mim, viver um dia de cada vez, sem fazer planos, traçar metas e estabelecer rotas é quase o mesmo que pedir que o Diabo beije a cruz de Cristo, ou que o ser humano pare de respirar.
E essa questão continua martelando na minha cabeça: E se?
Eu não quero, que quando isso acontecer, seus amigos tenham se tornado completos estranhos pra você; que o tempo tenha sido perdido. Logo eu que prezo tanto uma verdadeira amizade.
Vê o que eu quero dizer?
Sim, eu quero ser sua amiga, namorada, companheira...mas não desejo de maneira alguma que delegue mais atenção a mim que à eles, pessoas tão importantes! E que fazem parte da sua vida a muito mais tempo que eu.
Quero que me conte o que lhe incomoda, seus problemas, e se eu puder farei tudo o que puder pra ajudar, de qualquer maneira. Quero que me conte a verdade, sempre: quando eu te chamar para o teatro e você não quiser ir, por exemplo...
E te prometo agora, nessas palavras que comportam esse sentimento estranho que tenho em mim no exato momento, que vou deixar todo e qualquer motivo torpe, qualquer bobeira e insegurança, o mais mínimo do indícios de ciúmes, esquecido onde o tempo se encarregará de apagar.
Todo esse texto, mon còur, é simplesmente uma tentativa de simplificar o turbilhão de coisas na minha cabeça, não me compreenda mal, precisava desabafar, e sei que a coragem me faltaria na hora da fala.

domingo, 12 de agosto de 2012

Te amo e isso é um fato inegável.
Amo o suficiente pra não ter duvidas _ esquecê-las por um tempo_ e ainda sim, não ter nenhuma certeza absoluta.

De estranhos, ilhas e medos.

Ela acordou de mau humor_ noite mal dormida dos infernos_ engoliu o café preto que desceu queimando sua garganta, apanhou as coisas na mesa perto da porta e saiu correndo.
Tropeçou até o trabalho, e na hora do almoço, descendo a rua da Bahia cruzou o olhar de um estranho _ estranho de fato, era cruzar seu olhar com o de alguém, todo mundo tão apressado! Ninguém olhava para cima, ou para os rostos alheios._ e pelo resto da tarde, enquanto o zumbido do escritório continuava o mesmo, pensou no estranho.
Não no ser em si, mas a sensação que lhe provocou: num olhar tão breve, sentiu a alma escancarada, para quem quisesse ler todos os seus medos, todas as suas duvidas. Quanto tempo já não olhava dentro dos olhos de alguém e o lia?
Há quanto tempo esperava o ônibus com as mesmas pessoas_ a moça baixinha de terno bem alinhado e saltos, o rapaz de óculos e camiseta com alguma piada interna e o casal apaixonado de namorados_ e não sabia se aquele casal era de fato apaixonado, ou se o rapaz era mais que a fachada de games e HQ's, e qual  história aquela moça de salto e nariz empinado tinha pra contar.
Há quanto tempo vivia para si e ia esquecendo do mundo? Quantas outras pessoas também o faziam!
Há quanto tempo tinha se tornado aquela ilha?
E se desaparecesse ali, alguém notaria? Alguém saberia que ela esteve ali, que naquela manhã acordou com o pé esquerdo?
E perdida na maré de duvidas que tomavam conta de si, descobriu que lhe faltava algo em que se segurar, se sentiu pequena.
Correu pra casa, se enfiou nas cobertas e esperou pelo medo passar.

Todos os verbos do mundo

Pra nós todo amor do mundo
Amor sem fronteira, sem medida, sem pudor.
Feito verbo em poema de rima livre.
Feito palavra que não se prende no verso e na prosa acaba voando.
Amor inocente, urgente, atemporal.
Feito dia de chuva, filme e cobertor.
Feito café, madrugada e trabalho de escola.
Feito riso de criança no parque.
Feito a mais simples das mais complexas equações.
Amor ecumênico. Em todas as línguas.
Amor que cabe todos os verbos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

De destino, universo e brisas mornas

"Não era pra ser mas acabou sendo"
Puta merda, consigo pensar em tanta coisa que não era pra ser mas acabou sendo.
Tanta coisa que o universo conspirou à favor.
E o que não era pra ser o vento carregou pra bem longe, pra trilhar um caminho paralelo.
O que eu desejei, em palavras mudas _ inaudíveis_ o cosmo trouxe, como quem atende uma prece silenciosa. Prece que hoje faço por quem se esquece do poder do verbo.
Eu e ele por exemplo: destino, karma, algo escrito nas entrelinhas do contínuo espaço-tempo.
Conspiração do universo.
E tudo que pedi, foi que pelo menos uma vez desse certo.
E o que um dia há de ser, a brisa morna, carregará em sua leveza de encontro a mim.
Carregará equilíbrio e sobriedade _ para que eu faça as escolhas certas._ Virá colorida, cheia de sabores.
E cheia de coisa que não eram pra ser, mas acabaram sendo.