"O palhaço pena, quando cai o pano..."
Vi, já de longe, sentada na minha pequena janela de céu, o palhaço de pernas de pau, andando pelo gramado, com margaridas nas mãos... Exibia um sorriso assim, sorriso de palhaço, de quem se monta pra alegrar os outros, estregava uma flor e um riso de canto pra quem passava.
Era uma figura encantadora, intrigante. Continuei ali, observando.
A cada hora no relógio, o sol mais alto e o palhaço permanecia imutável.
Peguei-me questionando a vida dele. Quem era? Como vivia? Qual a sua história?_ não haveria Globo Repórter que explicasse a tristeza que eu sentia emanar daquele ser simpático.
Tomei uma decisão, enchi uma garrafa de água e caminhei_ marchei_ em direção ao palhaço.
_ Boa tarde bela moça._ ele cumprimentou oferecendo uma margarida. Eu gostava de margaridas.
_ Buenas caro palhaço._ o rapaz parou. Provavelmente era a primeira pessoa que lhe falava naquela tarde._ Trouxe água._ sua sobrancelha muito marcada pela maquiagem levantou-se num arco._ Eu estava naquela janela, vendo tudo e você brotou na paisagem. Fiquei curiosa. Tem alguns minutos pra conversar?
Ele sorriu, me mostrou um lugar e conversamos.
Fui a primeira pessoa que fez isso.
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