E pela milésima vez dizem que não sou uma boa namorada. Que não te chamo de amor e que não demonstro carinho, que te maltrato. Dizem que eu devia cozinhar pra você, me arrumar pra você, saber de cada um dos seus passos, ter a sua agenda decorada mentalmente. Sabe, esse ideais plástico de todo mundo, chamar de mô, querido, bem...essas coisas, só não me soam correto.
Mas a verdade é que prefiro o som do seu nome_ já te disse como soa bem?_, prefiro deixar todo o afeto pra quando estamos juntos, só nós dois; não quero te prender.
E me recuso a entender toda essa coisa de namorada perfeita, porque convenhamos, estou bem longe disso, a léguas de distância do protótipo de menina ideal. Eu falo palavrão pra cacete, te xingo quando me irrita, e faço questão de ser tratada como igual, e eu como tudo o que eu quero comer e ponto. Não me importo com o seu passado ou essas coisas que meio mundo insiste em me lembrar.
_ Foi um domingo normal_ eu digo, mas um domingo normal é, sei lá, um daqueles dias extraordinários, porque ao contrário dos outros dias, é diferente, as horas não passam iguais_ de fato parecem voar_, eu não morro de tédio deitada na minha cama encarando o teto ouvindo música e nem fico me entupindo de café pra conseguir terminar o trabalho que é pro dia seguinte.
Porque domingo é nosso: com ou sem tardes nostálgicas, chuva ou filme na tv.
Não importa onde.
É nosso.
Quando dou por mim, já se esvaiu.
E me resta a lembrança que fica gasta e impregnada na mente durante a semana.
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