sábado, 9 de abril de 2011

Meu futuro se estende a minha frente como um tapete vermelho, convidativo, desconhecido, assustador...
Eu tenho medo de não estar fazendo as escolhas certas, de não ousar ser quem eu sou...
Eu não sei o que eu sou.
Sei o que não sou.
Sei o que não quero ser: não quero ser mais um.
Uma vírgula no texto que escrevo pra minha vida.
Quero reger a ciranda da minha vida, mas eu não tenho poder para isso.
Ou tenho e tenho medo de ousar tomar o controle?

quinta-feira, 7 de abril de 2011


Acordei hoje de manha num jeito 'estou cruel, frenética e exigente', ranzinza, como quem precisa de uma bela massagem nas costas acompanhada de um bom vinho tinto, um Borgonha, por que não?
Minhas ideias corriam rapidas, escorrendo por entre as pedras da cachoeira que se forma em meu pensamento.
Meus olhos estavam doloridos com a luz que teimava em me atormentar, e eu pedia que o mundo acabasse em barranco para que pelo menos na hora da morte eu pudesse repousar, ao som de uma boa musica dedilhada no violão.
No final do dia, eu encontrei com uns amigos no barzinho da facu, tomaei meu sol artificial (minha aspirina) e encontrei contigo na portaria do apartamento eu sabia exatamente onde a noite terminaria: meu apartamento iluminado por velas, afinal esqueci de pagar a conta de novo, nós sentados na sala olhando um pro outro naquele silencio cúmplice, onde só a gente se entende.
Você abre o tão sonhado e desejado vinho e o mundo sai de cima dos meus ombros...
Pois é, hoje eu acordei cruel, frenética, exigente e ranzinza...

Me pergunto se...

É incrível a maneira como me pego pensando se estou realmente no caminho certo...
Se eu não deveria parar de sorrir tanto,
Se eu já não quero os mesmo amigos.
Na realidade, quem são meus amigos?
Por que me sinto o patinho feio.
Mais estranho ainda é o meu desejo de ter a respostas pra todas essas perguntas.
Minha incrível capacidade de ser egoísta ao extremo,
De me confundir, de pensar que estou certa.
Será que eu não deveria simplesmente parar um dia e dizer ao cara da rua da farmácia que eu gosto de passar em frente a casa dele só pra ver o jeito como ele me acompanha com o olhar?
Mais ainda, que eu adoro o perfume dele, que senti uma unica vez na vida quando passou do meu lado e sorriu?
Que eu adoro aquele sorriso e a voz rouca dedilhando o violão na varanda num dia de chuva enquanto eu passava por ali como mais uma personagem de um romance barato caminhando na rua?