De uma coisa eu tinha certeza, eu não deixaria ninguém me roubar a sensação de estar ali, de braços abertos para a tempestade que me banhava o corpo, me tornava verdadeira, como um grito engasgado na garganta que finalmente conseguia sair, um pássaro cativo que abre suas asas e voa pra longe, contudo, para mim, voar para longe ser livre era pouco perto do que eu queria, queria poder correr, gritar, sorrir, chorar, amar alguém sem me preocupar, só queria poder ser.
A vontade de fugir, de correr para longe do conhecido e tomar o mundo em minhas mãos, não era somente forte, era vital, deixar tudo para trás, de uma vez, sem pestanejar, tomar uma estrada sem rumo apreciando a vista...encontrar a felicidade no caminho e quando chegar ao meu destino, perceber que valeu a pena...
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